segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Montando o quebra - cabeça








A distancia cura e traz a cura

Capitulo 1º

Uma das fraquezas humanas, se chama empatia excessiva, principalmente quando estamos excitados em fazer o melhor, ser impecável no bem estar de nosso protegido, embora, na maioria das vezes a falta de sucesso absoluto e a falta da razão nos venda os olhos, como um véu de ceda azul, cobrindo-os levemente com um certa sutileza, não adianta dar-lhes todas as rosas do mundo, se sua flor preferida d’ela for girassóis.
O medo é o maior fardo que sustento, estaria esmagado nesse chão úmido se não fosse o fato de ter absoluta certeza que em sua euforia embriagada, meu peito se enche d’ prazer, tais condições nunca me incomodaram,... o chão, o peso, lembrar da minha mortalidade, ou pelo que realmente valeu apena ter nascido, ate então perceber que se darmos a mão a um anjo, a sensação de intensa conjunção é incondicional, o mesmo quando largamos,... os danos são irreversíveis.
Minhas cicatrizes mapeiam minha dor em vários pontos, gosto de tocá-las e lembrar o quanto sou impotente, sabendo que serei incapaz de proteger algo “frágil”, como uma cereja talvez,... parece ser altruísmo, tornar cativo o que por alma é indomável, não existe um jeito simples de aprisiona tornados em garrafas de vidro.

Pedir-lhes desculpas é uma Constância.

 - Sim!,( Berro feito louco)
 Pelo fato de ser louco, mas nem todo lunático reserva o seu silencio, a distancias seguras, apenas dois passos atras é o bastante, onde posso observá-la, fita-la e desvia de sua face, dentre o mortais que lhe cerca e são fieis sou o mais covarde dentre o clã, como disse; - “louco”. 

Aos poucos o contato torna- se quase nulo, o cheiro, a nitidez, os sons da respiração e calor temperado, quando percebo o meu lugar marcado pertence a outro mais intrépido, caio na realidade e recuo, parecendo uma sombra na sombra.
Por vezes minha destreza confundia meu rival, sei perfeitamente como jogar numa situação como essa, apesar da delicadeza daquela enxadreza, o drama de cada movimento segmenta atos teatrais, a rixa entre seus protagonistas permite a meros espectadores gozos e poesia, Afrodite confronta Botticelli assim como, Don Quixote a Dorotéia, tal como o pássaro faminto em uma cereja dulcificada, as inspirações dão seus passos enquanto nois inspirados, um pouco mais sensíveis somo sugados para algo incontrolável, nesse instante Shakespeare nos apunhala entre o peito e a coluna, bradando as conspirações dos deuses.

- “tinha que ser o Shakespeare,..."

Shakespeare bem me lembra aquele poeta ambivalente de escritas melancólicas e lamurial, ....a forma que segurava um livro do velho Nietzsche e como o mesmo lhe disse o que era o “eterno retorno” daquela que nunca partiu, jamais percebi se tais falavam de um sentimento bom adormecido e empoeirado ou de algo ainda mais profundo que o abismo dos condenados.
Diferente do que fizesse para seguir a diante, tive naqueles dias algo parecido com o amanhecer
... renascendo, ... mais similar a uma nova pele, ou a metamorfose de um novo ser, percebi também a necessidade de curar essa euforia tresloucada oferecendo a cronos meu tempo, só ele diria quando retornar e se de fato, retornaria.



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